PROGRAMAS

Programa Vozes Lab

O Laboratório de Vozes pela Justiça Social e Ambiental (Vozes Lab) é uma iniciativa dedicada à formação de jovens pesquisadores pretos, pardos, indígenas e quilombolas, com foco na produção acadêmica de impacto social e ambiental. Seu principal objetivo é criar caminhos para o ingresso, a permanência e a valorização de grupos historicamente excluídos da carreira acadêmica, contribuindo para que se tornem vozes qualificadas e influentes na agenda climática e na defesa de seus territórios e comunidades. 

 

A iniciativa teve início em 2023, sob o nome de Programa IDGlobal, com financiamento inicial da Fundação Ford. Em seu primeiro ciclo, sete estudantes de graduação e pós-graduação, todos pretos, pardos, indígenas ou pertencentes a comunidades tradicionais, foram selecionados para participar do projeto. Oriundos de diferentes regiões do Brasil, esses jovens participaram de formações e atividades de pesquisa centradas em justiça climática, transição energética justa e direitos dos povos originários e tradicionais. Ao longo do processo, receberam bolsas remuneradas e acompanhamento técnico e pedagógico, o que possibilitou ao IDGlobal o desenvolvimento de pesquisas e ações comprometidas com a transformação social a partir de suas realidades. 

 

Com o desenvolvimento bem-sucedido do projeto, o IDGlobal ampliou a ação para além do formato inicial. O número de participantes cresceu, e a equipe se tornou ainda mais diversa, com lideranças mulheres, pesquisadores indígenas de diferentes etnias, amazônidas e jovens com formações multidisciplinares. Esse amadurecimento institucional nos levou à compreensão de que não éramos mais apenas um projeto, mas uma iniciativa consolidada, permanente e central para o alcance da missão do IDGlobal.  

A partir de um processo coletivo de reflexão, debates internos e escuta ativa entre membros da equipe, o IDGlobal decidiu adotar um novo nome para o Programa IDGlobal que refletisse com mais precisão sua identidade. Em abril de 2025, durante a transmissão ao vivo que marcou os dois anos da iniciativa, anunciamos oficialmente a nova identidade: Laboratório de Vozes pela Justiça Social e Ambiental (Vozes Lab). O evento reuniu integrantes da equipe atual e participantes do primeiro ciclo que hoje seguem desenvolvendo trajetórias reconhecidas nas áreas de pesquisa, incidência política e comunicação sobre justiça climática em outras organizações de renome. Na ocasião, a Coordenadora-Geral do Vozes, Amanda Teles, destacou que a mudança de nome representa uma nova etapa de consolidação institucional e reafirma o compromisso do IDGlobal com a produção de conhecimento crítico, territorializado e comprometido com os direitos dos povos. 

Acompanhe nosso anúncio público com novo nome:

O Vozes Lab segue em expansão, fortalecendo suas conexões, ampliando sua atuação em níveis territorial, nacional e internacional, e contribuindo para a formação de lideranças comprometidas com a justiça social e ambiental. O Vozes Lab desafia lógicas historicamente hegemônicas na produção de conhecimento, posicionando os saberes e as vozes dos territórios como centrais na construção de alternativas mais justas e sustentáveis para o presente e o futuro. 

 Confira a logo oficial do Vozes Lab:

Língua Indígena Viva no Direito

O Língua Indígena Viva no Direito (LIVD) é um programa pioneiro, idealizado pela Advocacia-Geral da União (AGU), com apoio do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e executado pelo Instituto de Direito Global (IDGlobal). 

 

Seu objetivo central é traduzir documentos jurídicos fundamentais, sendo eles a Constituição Federal de 1988, a Convenção 169 da OIT e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), para as três línguas indígenas mais faladas do País segundo o Censo do IBGE: Tikuna, Kaingang e Kaiowá. 

 

O programa integra um conjunto de ações estruturais voltadas ao fortalecimento do acesso à justiça em línguas indígenas, incluindo:  

  • Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) às comunidades, conforme a Convenção 169 da OIT; 
  • participação e protagonismo indígena em todas as etapas de tradução, revisão e validação; 
  • oficinas jurídicas realizadas nas aldeias e territórios, voltadas à formação sobre direitos; 
  • validações comunitárias presenciais, assegurando que os conteúdos reflitam a cosmovisão, a estrutura linguística e as práticas culturais de cada povo; 
  • formação e fortalecimento de tradutores e pesquisadores indígenas, ampliando autonomia linguística e jurídica. 

Ao democratizar o acesso ao Direito, fortalecer direitos linguísticos e promover ações educativas nos territórios, o programa contribui para a autodeterminação, o acesso à justiça e a preservação cultural dos povos indígenas. Acesse o site do LIVD para saber mais.